Fim do Novo Start: Reações Internacionais ao Acordo Suspenso
Países e organizações internacionais reagiram ao fim do Novo Start (Tratado de Redução de Armas Estratégicas) entre Estados Unidos e Rússia, ocorrido na quarta-feira, 4 de fevereiro de 2026. É a primeira vez desde a Guerra Fria que os dois países operam sem limites estabelecidos para a produção e o posicionamento de ogivas atômicas.
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O acordo, assinado em 2010 pelos presidentes Barack Obama (EUA) e Dmitry Medvedev (Rússia), limitava a quantidade de ogivas a 1.550 por país e impunha um teto para o número e uso de armas nucleares, além de regular o armazenamento.
Dados recentes, levantados em janeiro de 2025 pelo Instituto de Pesquisa da Paz de Estocolmo, indicam que a Rússia possui 5.429 ogivas nucleares, enquanto os Estados Unidos contabilizam 5.177. A situação levanta preocupações sobre a estabilidade estratégica no cenário de armas nucleares.
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Reações dos Países
Estados Unidos: O governo do presidente Donald Trump (Partido Republicano) ainda não se manifestou oficialmente sobre o fim do acordo. O secretário de Estado, Marco Rubio, declarou na quarta-feira, 4 de fevereiro de 2026, que uma extensão do acordo necessitaria da participação da China, devido ao “vasto e crescente arsenal” do país.
Rússia: O governo russo expressou seu pesar pelo fim do acordo em uma coletiva de imprensa na quinta-feira, 5 de fevereiro de 2026. O porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, afirmou que a Rússia “manterá sua abordagem responsável e atenta em relação ao tema da estabilidade estratégica no campo de armas nucleares”, mas que agiria de acordo com seus “interesses nacionais”. O vice-presidente do Conselho de Segurança da Rússia, em seu perfil no X (ex-Twitter), publicou a mensagem: “Todos os tratados nucleares ficaram no passado. O inverno está chegando”.
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Reações da Comunidade Internacional
China: O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da China, Lin Jian, declarou na quinta-feira, 5 de fevereiro de 2026, que compartilha a preocupação da comunidade internacional sobre os possíveis impactos do fim do acordo. Ele pediu que os Estados Unidos “retomem diálogos ativos” com o governo da Rússia.
ONU: O secretário-geral da ONU, em uma declaração na quarta-feira, 4 de fevereiro de 2026, classificou o fim do tratado como um “momento grave” para a paz e a segurança internacional. Segundo ele, pela primeira vez em mais de 50 anos, não há “quaisquer limites vinculantes aos arsenais nucleares estratégicos” dos dois países.
