Acordo Mercosul-UE impulsiona setor agroindustrial argentino. União Europeia e Mercosul assinarão acordo em Assunção, com foco no agronegócio. Crescimento nas exportações e investimentos
O setor agroindustrial da Argentina se prepara para um dos maiores impulsos econômicos com a assinatura do acordo comercial entre o Mercosul e a União Europeia, um evento que ainda precisa ser ratificado pelos parlamentos. O pacto, com data prevista para 17 de janeiro em Assunção, entre Argentina, Brasil, Paraguai e Uruguai, e a União Europeia, criará um mercado de aproximadamente 700 milhões de pessoas, representando 30% do Produto Interno Bruto (PIB) mundial e 35% do comércio global, conforme dados dos Vinte e Sete.
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Na Argentina, o setor agropecuário se destaca como o principal beneficiário, juntamente com os derivados da soja e toda a indústria alimentícia. O acordo promete um crescimento significativo nas exportações, incentivando investimentos e gerando um efeito positivo em toda a atividade econômica, conforme declarado por Leonardo Piazza, diretor da consultoria econômica LP Consulting.
O acordo prevê o comércio de bens e serviços, com 99% das trocas liberadas na agricultura. Isso inclui a eliminação imediata de tarifas para produtos do Mercosul como farinha, grão de soja, óleos, frutas, legumes, amendoim, café, mate, chá, bebidas e produtos pesqueiros.
A União Europeia também concederá ao Mercosul maiores cotas para carne bovina, frango, milho e etanol, além de reconhecer 220 indicações geográficas do bloco, incluindo 104 argentinas.
A Sociedade Rural Argentina (SRA) destacou que a União Europeia é um dos mercados mais relevantes globalmente, com 450 milhões de consumidores e importações agroindustriais anuais de 220 bilhões de dólares. Lisandro Mogliati, consultor em negócios internacionais, ressaltou que o acordo beneficiará não apenas os exportadores de carne, soja e derivados, mas também os complexos agroindustriais de menor porte, que terão acesso a equipamentos e insumos com menor custo, impulsionando a eficiência e competitividade do setor agropecuário argentino.
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Apesar do potencial, Mogliati alertou que os exportadores argentinos deverão se adequar à política sanitária europeia, que pode representar uma barreira para o setor, e que a ratificação do acordo pelos parlamentos europeu e dos países do Mercosul ainda é incerta, com resistência de alguns países como França, Polônia e Irlanda.
O futuro do acordo dependerá da aprovação final, mas o potencial de crescimento para o setor agroindustrial argentino é inegável.
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