Acordo Mercosul-UE impulsiona exportações brasileiras, projetando 36% das importações mundiais. CNI destaca benefícios para setores como carne e arroz.
A Confederação Nacional da Indústria (CNI) projeta que, com o Acordo Mercosul-UE, o Brasil poderá representar 36% das importações mundiais de bens. Atualmente, os acordos comerciais existentes do Brasil abrangem apenas 8% do comércio global. Essa nova estrutura comercial, após 26 anos de negociação, visa impulsionar o setor industrial brasileiro.
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O acordo estabelece prazos distintos para a redução de tarifas. O bloco europeu terá prazos mais curtos, entre 10 e 15 anos para diminuir tarifas de 44,1% dos produtos. O Brasil, por outro lado, enfrentará um período mais longo, com prazos entre 10 e 15 anos para reduzir tarifas de 4,4 mil itens.
Dados de 2024 da CNI indicam que 82,7% das exportações brasileiras para a União Europeia entrarão no bloco sem tarifas de importação a partir do início da vigência do acordo. Já 15,1% das importações brasileiras de produtos com origem na União Europeia terão suas tarifas isentas imediatamente.
A CNI avalia que o acordo favorece setores-chave, como o da carne bovina e do arroz. Além disso, a assinatura do tratado cria um ambiente propício para projetos conjuntos em sustentabilidade e inovação tecnológica, bem como para a expansão de investimentos europeus no Brasil.
Em 2024, por cada R$ 1 bilhão exportado do Brasil à UE, foram criados 21,8 mil empregos e movimentados R$ 441,7 milhões em massa salarial e R$ 3,2 bilhões em produção. A União Europeia foi o principal destino das exportações brasileiras, recebendo US$ 48,2 bilhões, representando 14,3% do total exportado pelo país.
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