Diplomatas brasileiros relataram que o governo republicano dos Estados Unidos propôs uma solução para as sanções da Lei Magnitsky, que visavam o ministro Alexandre de Moraes do Supremo Tribunal Federal (STF). A conversa, que durou aproximadamente 40 minutos, foi considerada crucial para o resultado.
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O ministro e sua esposa, Viviane Barci de Moraes, haviam sido alvo de sanções nesta sexta-feira (12). O anúncio foi feito pelo Office of Foreign Assets Control (OFAC) dos EUA.
Impacto das Sanções Magnitsky
Para os diplomatas, a Lei Magnitsky representava o impacto político e econômico mais significativo entre as medidas aplicadas pelos EUA. Isso incluía o bloqueio de ativos financeiros, a impossibilidade de transações sob jurisdição americana, a revogação de cartões de crédito emitidos nos EUA e o risco de perda de propriedades vinculadas ao sistema financeiro norte-americano.
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Discussões sobre Vistos
A questão de vistos era vista pelos diplomatas como um aspecto secundário. A prioridade era a remoção das sanções Magnitsky.
Reunião na Malásia e o Desfecho
A reunião na Malásia foi vista como um ponto de inflexão, “congelando a escalada” das tensões. O último telefonema entre os líderes consolidou a retirada das sanções. Diplomatas afirmaram que Trump e Lula removeram “as últimas pedras do caminho” do acordo.
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Análise Cautelosa do Acordo
Apesar do acordo, os diplomatas mantêm uma postura cautelosa. Eles avaliam que Trump pode ter comportamento instável e que forças internas nos EUA podem tentar influenciar o processo eleitoral brasileiro em 2026. A boa relação entre Lula e Trump é considerada uma “vacina”, mas insuficiente para eliminar todos os riscos.
Fatores que Contribuíram para o Acordo
A reaproximação foi facilitada pela proposta brasileira de ampliar a cooperação contra o crime organizado, bem recebida por Trump. Lula busca construir uma bandeira na segurança pública, um ativo que pode ser decisivo para as eleições de 2026.
