Acordo Comercial entre Taiwan e EUA é Celebrado e Criticado por China

Acordo Comercial entre Taiwan e EUA é Celebrado e Criticado! Cho Jung-tai destaca “melhor acordo tarifário”. China critica pacto com Taiwan.

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(Imagem de reprodução da internet).

Acordo Comercial entre Taiwan e EUA é Celebrado e Criticado

O primeiro-ministro de Taiwan, Cho Jung-tai, destacou nesta sexta-feira (16) um novo acordo comercial com os Estados Unidos, descrevendo-o como o “melhor acordo tarifário” alcançado por países com superávit comercial em relação a Washington. O entendimento representa uma mudança significativa nas relações comerciais entre os dois países, que se intensificaram durante o governo anterior.

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Em Pequim, um representante chinês expressou críticas ao acordo. O pacto estabelece uma redução nas tarifas americanas sobre produtos taiwaneses para 15%, em troca de US$ 250 bilhões em novos investimentos na indústria de tecnologia dos EUA. Essa negociação surge em um contexto de tensões comerciais globais e de políticas protecionistas implementadas anteriormente.

O acordo se assemelha a outros acordos firmados com o Japão e a União Europeia após o anúncio de tarifas amplas por parte do governo anterior. Cho Jung-tai enfatizou que, “por enquanto”, o acordo representa o melhor resultado tarifário entre os países com superávit comercial com os EUA, indicando que os Estados Unidos reconhecem Taiwan como um parceiro estratégico.

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Inicialmente, a tarifa americana sobre produtos taiwaneses estava fixada em 32%, posteriormente reduzida para 20%. O representante chinês, Guo Jiakun, do Ministério das Relações Exteriores, declarou que a China “sempre se opõe firmemente a que países que mantêm relações diplomáticas conosco assinem acordos com a região de Taiwan que tenham conotações de soberania”.

O Departamento de Comércio dos EUA classificou o acordo como “histórico” para o setor de semicondutores, mencionando a criação de parques industriais em solo americano para impulsionar a manufatura doméstica. O acordo também prevê tarifas de 15% para setores como o automotivo e o de móveis de madeira, com isenção para alguns componentes aeroespaciais.

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A ratificação do acordo pelo Parlamento taiwanês é um passo crucial, embora haja preocupações sobre os possíveis impactos na indústria local de chips. Paralelamente, a TSMC, maior fabricante mundial de semicondutores, planeja aumentar seus investimentos e acelerar a construção de fábricas no Arizona, em resposta ao avanço da inteligência artificial (IA).

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