Aclara Resources e Departamento de Energia dos EUA unem forças para otimizar extração de terras raras. Parceria visa eficiência e redução de riscos com IA
A mineradora canadense Aclara Resources formalizou uma parceria com o Departamento de Energia dos Estados Unidos para otimizar a extração de terras raras. O acordo, anunciado em fato relevante, envolve o uso de inteligência artificial no processo de separação de terras raras pesadas, com desenvolvimento a ser conduzido no Argonne National Laboratory, um centro de pesquisa governamental americano.
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
O objetivo principal da colaboração é aumentar a eficiência do processo de separação e reduzir incertezas operacionais. A tecnologia empregada cria uma representação virtual da planta industrial, baseada em dados reais, modelos matemáticos e algoritmos de IA.
Essa simulação permite testar cenários, prever falhas e minimizar riscos antes de implementar mudanças na operação física.
No contexto de minerais críticos, como as terras raras, essa abordagem é crucial devido à complexidade dos processos químicos envolvidos e à sensibilidade das operações a variações na composição do minério. O modelo de extração adotado no Projeto Carina, localizado em Nova Roma (GO), utiliza argilas de adsorção iônica, onde os elementos são adsorvidos na argila, em vez de estarem presos em rochas duras.
Essa técnica reduz riscos ambientais e custos operacionais, permitindo uma extração mais simples e menos intensiva, sem a necessidade de perfurações profundas ou britagem pesada.
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
O projeto conta com financiamento do governo americano, através da U.S. International Development Finance Corporation, agência de fomento dos Estados Unidos. A Aclara produzirá carbonato de terras raras, uma etapa intermediária da cadeia, que será enviada para uma planta de separação nos Estados Unidos, onde passará por refino químico até se transformar em óxidos individuais de terras raras, produto comercial final.
Os principais produtos da unidade piloto em Aparecida de Goiânia são disprósio e térbio, concentrados na forma de carbonato de terras raras. A empresa estima o início das operações do Projeto Carina para 2028, com uma vida útil projetada de 18 anos.
A Aclara também possui ativos no Chile.
Autor(a):
Responsável pela produção, revisão e publicação de matérias jornalísticas no portal, com foco em qualidade editorial, veracidade das informações e atualizações em tempo real.
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
Fique por dentro das últimas notícias em tempo real!