Acadêmicos de Niterói Rebaixados do Carnaval do Rio
A Acadêmicos de Niterói enfrentou um resultado desastroso no carnaval do Rio de Janeiro, sendo rebaixada do Grupo Especial após terminar em último lugar na apuração realizada nesta quarta-feira (18). A agremiação, que estreou na elite das escolas de samba, obteve apenas duas notas máximas (10) e sofreu com problemas técnicos durante o desfile na Marquês de Sapucaí.
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A principal questão foi a dificuldade de algumas alegorias em se moverem livremente pela avenida, o que gerou críticas e contribuiu para o desempenho da escola. A Imperatriz Leopoldinense aproveitou para destacar que a situação também a afetou, alegando ter sido prejudicada pelas dificuldades encontradas pela Acadêmicos de Niterói.
O enredo escolhido pela escola, “Do Alto do Mulungu surge a esperança: Lula, o operário do Brasil”, focou na trajetória do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, desde sua infância no Nordeste até sua chegada ao Palácio do Planalto. A comissão de frente montou uma cena que simulava a rampa da posse presidencial, e atores interpretaram figuras como o ministro Alexandre de Moraes, além de representações de Dilma Rousseff, Michel Temer e Jair Bolsonaro.
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O desfile também abordou críticas às políticas do governo Bolsonaro e fez referência à prisão do ex-presidente. A forte politização do enredo gerou reações no meio político. O líder do bloco Vanguarda, senador Wellington Fagundes (PL-MT), expressou preocupação com a utilização do desfile como espaço para manifestações ideológicas, argumentando que o carnaval é uma tradição popular e que a transformação do desfile em homenagem política pode levar à rejeição do público. O senador enfatizou a importância do respeito aos valores da família e à tolerância religiosa.
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