Acadêmicos de Niterói chocam no Carnaval do Rio! Desfile polêmico com críticas a Lula e Dilma causa revolta e ação no TSE. Saiba mais!
O Carnaval do Rio de Janeiro de 2026 foi marcado por diversas controvérsias, com destaque para o desfile da Acadêmicos de Niterói. A escola, que terminou em 12º lugar, enfrentou multas e críticas devido a elementos presentes em seus carros alegóricos que foram interpretados como críticas ao presidente Lula e ao Partido dos Trabalhadores.
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A agremiação utilizou seus carros alegóricos para fazer referência a figuras políticas e grupos de oposição. No primeiro carro, o presidente Lula foi retratado com um terno azul, em alusão à sua alcunha de “operário do Brasil”. No quarto carro, um palhaço com uniforme de presidiário e tornozeleira danificada, fez referência à figura do ex-presidente Dilma Rousseff e ao seu impeachment. A primeira-dama, Janja, não desfilou para evitar que sua presença fosse interpretada como uma campanha eleitoral antecipada, estando em um contêiner na área da concentração, acompanhada de Lula.
A Acadêmicos de Niterói apresentou alas que representavam diferentes grupos de oposição a Lula. Uma ala, em particular, destacava o agronegócio, uma mulher de classe alta, defensores da ditadura militar e evangélicos. A senadora republicana, criticou o gesto, acusando a escola de “ridicularizar” o grupo religioso. Integrantes da escola, em referência a Lula, utilizaram o “L de Lula” no desfile, uma prática que foi orientada para ser evitada.
Diversos candidatos e políticos reagiram às ações da Acadêmicos de Niterói. Flávio Bolsonaro (PL) protocolou uma ação no TSE contra o desfile, acusando o PT de utilizar a escola para criticar seu pai. Ronaldo Caiado (PSD) criticou Lula, comparando sua postura à de Luís XIV, rei absolutista francês. Ratinho Junior (PSD) criticou o desfile pró-Lula, apontando para uma crítica aos grupos que votam contra as pautas defendidas pelo presidente. Eduardo Leite (PSD) acompanhou os desfiles na Marquês de Sapucaí, declarando não concordar com a “homenagem a político em vida”. Romeu Zema (Novo) denunciou o desfile como um “crime”, e Renan Santos (Missão) o classificou como “corrupto e ilegal”. O governador de São Paulo, criticou o desfile, ironizando a falta de alas representativas de setores como os Correios. Michelle Bolsonaro (PL) e o governador de São Paulo também se manifestaram publicamente sobre o caso.
O desfile da Acadêmicos de Niterói em 2026 evidenciou a intensa polarização política no Brasil, com a escola utilizando seus carros alegóricos para expressar críticas e referências que geraram controvérsia e reacenderam debates sobre a relação entre política e cultura no Carnaval do Rio de Janeiro.
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