Acadêmicos de Niterói chocam no Rio! Desfile polêmico com Lula e críticas ferrenhas. A escola sofreu em todos os quesitos e segue para a Série Ouro em 2027. Saiba mais!
A 4ª feira, 18 de fevereiro de 2026, marcou um desfile conturbado para a Acadêmicos de Niterói no Rio de Janeiro. A escola de samba, que homenageou o presidente Lula com o enredo “Do alto do mulungu surge a esperança: Lula, o operário do Brasil”, sofreu uma avaliação negativa em todos os 9 quesitos da apuração, resultando em 264,6 pontos e um lugar na Série Ouro para 2027.
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Apesar do 10 alcançado na categoria Samba-Enredo, com a música interpretada por 29,9 pontos dos 30 possíveis, a agremiação não conseguiu evitar o rebaixamento.
O desfile da Acadêmicos de Niterói foi marcado por referências diretas a figuras políticas e eventos recentes. No primeiro carro alegórico, o presidente Lula foi retratado com um terno azul, apelidado de “Bozo” por críticos. No quarto carro, um palhaço com uniforme de presidiário e tornozeleira danificada, remetia à figura de Dilma Rousseff e seu impeachment.
Logo no início do desfile, bonecos representavam a posse de Lula, enquanto uma pessoa caracterizada como o ex-presidente Michel Temer aparecia também.
A escola apresentou alas com mensagens explícitas de oposição a Lula. Uma ala, representada por uma lata em conserva com a imagem de uma “família tradicional” (agronegócio, mulher de classe alta, defensores da ditadura militar e evangélicos), gerou críticas.
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A senadora Fabiana Campos (Republicanos-DF) manifestou-se contra a “ridicularização” do grupo religioso, enquanto integrantes da escola realizaram o gesto “L de Lula” no desfile, um gesto que, segundo informações de Ancelmo Gois, havia sido evitado.
Diversos candidatos políticos reagiram ao desfile. Flávio Bolsonaro (PL) protocolou uma ação no TSE contra a escola, acusando o PT de utilizar a agremiação para criticar seu pai. Ronaldo Caiado (PSD) criticou Lula ao comparar-lo ao rei absolutista francês Luís 14, enquanto Ratinho Junior (PSD) fez referência ao desfile pró-Lula.
Eduardo Leite (PSD) acompanhou os desfiles na Marquês de Sapucaí, manifestando sua discordância com a “homenagem a político em vida”. Romeu Zema (Novo) denunciou o caso como um “crime” e Renan Santos (Missão) o classificou como “corrupto e ilegal”.
O governador de São Paulo, Ricardo Nunes (Republicanos), ironizou a situação, afirmando que o estado foi “capturado” pelo PT.
Michelle Bolsonaro (PL) publicou em seu perfil no Instagram que “quem foi preso por corrupção” foi Lula, enquanto a senadora Fabiana Campos criticou a ala dos “neoconservadores em conserva”, classificando-a como um “escárnio”.
O desfile da Acadêmicos de Niterói em 2026 evidenciou a forte polarização política no Brasil, com a escola de samba se tornando palco de manifestações e críticas direcionadas ao governo Lula. O evento demonstra a influência da política no carnaval carioca e a complexidade das relações entre a cultura e a política no país.
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