Intoxicação em Academia C4 Gym: Vítimas e Suspeitas em Investigação
No último sábado (7), a professora Juliana Bassetto, de 27 anos, encontrou-se em estado grave após uma aula de natação na academia C4 Gym, localizada no Parque São Lucas, zona leste de São Paulo. A suspeita é que a ocorrência esteja relacionada ao contato com gases tóxicos gerados por produtos químicos utilizados na limpeza da piscina.
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Até a tarde de quarta-feira (10), outras quatro pessoas, que também frequentaram a mesma atividade, estavam hospitalizadas, elevando o número total de vítimas para sete, incluindo uma criança de apenas cinco anos.
A investigação, conduzida pela Polícia Civil, aponta para uma série de irregularidades. O delegado responsável pelo caso, Alexandre Bento, e a promotoria do Ministério Público de São Paulo (MP-SP) investigam os três sócios da academia, Cesar Bertolo Cruz, Celso Bertolo Cruz e Cezar Miquelof Terração, por dolo eventual – quando não há intenção direta de matar, mas se assume o risco de provocar a morte ao agir com negligência.
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Segundo o delegado, os sócios teriam tentado dificultar as investigações, orientando funcionários a fecharem o local após a confirmação do óbito de Juliana Bassetto.
A situação se agrava com o relato de Severino Silva, de 43 anos, responsável pela mistura de produtos para a limpeza da piscina, que não possui formação técnica para a função. Ele afirmava receber instruções dos donos do local via mensagens de celular, detalhando a dosagem dos produtos.
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A promotoria solicitou uma relação completa das unidades em funcionamento da rede, detalhes dos contratos de franquia e informações sobre eventuais irregularidades, buscando confirmar se algumas unidades operam sem o Auto de Vistoria do Corpo de Bombeiros (AVCB), documento que atesta as condições de segurança contra incêndio.
A Subprefeitura de Vila Prudente interditou a academia C4 Gym devido a uma “situação precária de segurança” e à ausência do Auto de Licença de Funcionamento, o alvará, uma vez que o estabelecimento possui dois CNPJs vinculados à atividade exercida no endereço.
A coluna ainda não tem o posicionamento oficial da rede C4 Gym.
A Polícia Civil segue colhendo depoimentos e analisando laudos periciais para esclarecer as circunstâncias da intoxicação coletiva. A Justiça ainda deve decidir sobre o pedido de prisão dos sócios.
