A Associação Brasileira de Frigoríficos (Abrafrigo) expressou grande preocupação com o anúncio da China sobre a aplicação de salvaguardas na importação de carne bovina. A medida, que entrará em vigor amanhã (1º), representa um risco significativo para as exportações brasileiras e para o equilíbrio da produção nacional.
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A entidade estima que a implementação dessas salvaguardas pode resultar em perdas de receita que cheguem a US$ 3 bilhões para o Brasil em 2026.
Impacto nas Exportações
A aplicação de uma tarifa adicional de 55% sobre volumes de carne bovina que excederem um limite específico pode impactar negativamente o volume de exportações brasileiras nos próximos anos. A projeção da Abrafrigo indica que o Brasil terá cotas de exportação que variam de 1,106 milhão de toneladas em 2026 até 1,154 milhão de toneladas em 2028, com um aumento anual de 2%.
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Potencial de Perda de Receita
A entidade destaca que, com a tarifa adicional, volumes excedentes se tornarão inviáveis para exportação. A Abrafrigo estima que essa situação possa causar uma perda de receita de até US$ 3 bilhões para o Brasil em 2026. Essa perda é considerada um fator que pode comprometer o desempenho das exportações do setor, que atualmente deve superar US$ 18 bilhões em 2025.
Importância do Mercado Chinês
O Brasil é o principal fornecedor de carne bovina para o mercado chinês, responsável por 55% das exportações in natura. A entidade ressalta que a China consolida-se como o maior e mais estratégico comprador, representando 48,6% do faturamento total e 42,7% do volume total exportado até o acumulado deste ano.
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A receita do setor com exportações à China deve alcançar aproximadamente US$ 9 bilhões neste ano.
Recomendações da Abrafrigo
A Abrafrigo defende uma atuação diplomática firme e coordenada do governo brasileiro, com foco na expansão de novos mercados. A associação enfatiza o compromisso do setor produtivo brasileiro com a qualidade, regularidade e competitividade da carne bovina nacional, esperando que esforços institucionais assegurem o protagonismo do Brasil no comércio global do setor.
