ABPA Solicita Apoio Governamental para Mitigar Impactos da Guerra no Oriente Médio
Diante da crescente instabilidade na região do Oriente Médio, a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) formalizou um pedido ao governo federal, buscando apoio financeiro para minimizar as perdas econômicas sofridas pelas empresas do setor.
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A entidade, que representa os exportadores de carne de frango, carne suína, ovos e material genético avícola do Brasil, solicitou ao Ministério da Fazenda a consideração de medidas de apoio ao capital de giro das empresas exportadoras. A ABPA destaca a necessidade de instrumentos financeiros emergenciais, semelhantes a iniciativas já adotadas em momentos de alta volatilidade internacional, visando a estabilização do setor.
Possíveis Ações Governamentais
A ABPA propõe a criação ou ampliação de linhas de crédito específicas para capital de giro, destinadas às empresas exportadoras de alimentos. Além disso, sugere o alongamento de prazos e a flexibilização das condições em operações de financiamento relacionadas ao comércio exterior.
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A entidade também defende a disponibilização de linhas de pré e pós-embarque com condições diferenciadas, por meio de bancos públicos ou instrumentos de fomento às exportações. A ABPA também considera a possibilidade de mecanismos de mitigação de risco logístico e financeiro, com o objetivo de preservar a competitividade das exportações brasileiras.
Impactos da Situação Geopolítica
A crise no Oriente Médio tem gerado impactos significativos nas cadeias logísticas globais, especialmente no comércio de alimentos. A região é um importante mercado para o Brasil, respondendo por mais de 25% das exportações de carne de pato e de ovos.
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A instabilidade no Estreito de Ormuz e no Canal de Suez, corredores logísticos cruciais, tem levado a mudanças operacionais e a um aumento nos tempos de trânsito marítimo.
Desafios Logísticos e Operacionais
As medidas preventivas adotadas por armadores internacionais, como a reorganização de rotas e a suspensão de novos bookings, têm resultado em redirecionamento de rotas via Cabo da Boa Esperança e no uso de portos intermediários de transbordo. Essas alterações podem aumentar o tempo de viagem em até 15 dias e elevar os custos operacionais, incluindo frete, seguros, sobretaxas de risco e a gestão de contêineres refrigerados.
A ABPA ressalta que a situação é um efeito conjuntural, decorrente de fatores geopolíticos externos, e não um problema estrutural do setor produtivo.
