Abiquim e Fiesp celebram acordo Mercosul-UE e visam expansão das exportações químicas

Abiquim vê otimismo no acordo Mercosul-UE, buscando ampliar exportações do setor químico brasileiro. André Passos Cordeiro destaca oportunidades no pacto.

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(Imagem de reprodução da internet).

A Associação Brasileira da Indústria Química (Abiquim) manifestou otimismo com a confirmação do acordo comercial entre o Mercosul e a União Europeia. A entidade avalia que o pacto representa uma oportunidade para ampliar as exportações do setor químico brasileiro, buscando posicionar a indústria em cadeias globais de maior valor agregado, conforme declarado pelo presidente-executivo da Abiquim, André Passos Cordeiro.

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O acordo comercial visa ampliar o acesso a mercados, incentivar o intercâmbio tecnológico e criar um ambiente mais previsível para investimentos, especialmente em áreas como bioeconomia, química de base renovável e energia limpa. A Abiquim acredita que o pacto pode mitigar os efeitos da excessiva oferta de produtos químicos da China nos mercados globais, que tem impactado os preços internacionais.

Dados da Abiquim revelam um saldo comercial negativo para o Brasil com a União Europeia. Em 2025, as exportações somaram US$ 2,2 bilhões, enquanto as importações atingiram US$ 15,7 bilhões. Em 2024, as exportações foram de US$ 2 bilhões e as importações de US$ 14,7 bilhões.

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A categoria de produtos farmacêuticos lidera as importações brasileiras, com um valor de US$ 8,7 bilhões em 2025.

O acordo prevê a liberalização tarifária para bens industriais e agrícolas, com prazos de desgravação escalonados. A oferta do Mercosul contempla a liberalização de aproximadamente 91% dos bens e 85% do valor das importações brasileiras provenientes da União Europeia, enquanto a oferta europeia abrange cerca de 95% dos bens e 92% do valor das importações oriundas do Brasil.

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Além disso, o tratado incorpora cláusulas sobre sustentabilidade, compras governamentais, propriedade intelectual e novas tecnologias.

A Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) recebeu com entusiasmo a autorização para a assinatura do acordo comercial, reconhecendo que, embora não seja perfeito, representa um acordo possível para conciliar interesses de 31 países.

A Fiesp destaca a necessidade de inovação, melhoria da produtividade e busca pela excelência dentro das fábricas para garantir a isonomia competitiva e o aproveitamento das oportunidades oferecidas pelo acordo.

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