Abel Braga enfrenta julgamento no STJD por declaração polêmica sobre camisas rosa

STJD julga Abel Braga por declaração polêmica. Ex-treinador do Internacional enfrenta denúncia do Grupo Arco-Íris. Julgamento em 12/02.

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(Imagem de reprodução da internet).

O Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) agendou para o dia 12 de fevereiro o julgamento do ex-treinador e atual dirigente do Internacional, Abel Braga. A sessão visa analisar a denúncia formalizada contra ele, baseada no artigo 243-G do Código Brasileiro de Justiça Desportiva.

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Este artigo trata de atos discriminatórios, desdenhosos ou ultrajantes, relacionados a preconceitos em razão de características como etnia, raça, sexo, orientação sexual, cor, idade, condição de pessoa idosa ou deficiência.

Denúncia e a Fala Controvertida

A denúncia foi apresentada pelo Grupo Arco-Íris de Cidadania LGBT no âmbito desportivo. A controvérsia surgiu após uma fala de Abel Braga durante sua apresentação como treinador do Internacional, logo após a demissão de Ramón Díaz, em 2025.

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Na ocasião, o treinador manifestou sua discordância em relação ao uso de camisas rosa pelo time, classificando-as como “parecendo time de veado”. A declaração gerou grande repercussão.

Reação e Desculpas

Após a repercussão negativa da fala, Abel Braga emitiu um comunicado em suas redes sociais. Ele reconheceu a inadequação da colocação, afirmando que as cores não definem gêneros, e que o caráter das pessoas é o que importa. O dirigente do Internacional enfatizou a necessidade de paz e trabalho no clube.

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Contexto Adicional

Em um momento da declaração, Abel Braga mencionou a perda do filho, João Pedro, de 19 anos, que faleceu em 2017, em circunstâncias trágicas. Ele utilizou essa lembrança para contextualizar a situação, buscando demonstrar que a fala foi fruto de uma brincadeira que ultrapassou os limites apropriados.

Conclusão

O julgamento no STJD representa um momento crucial para Abel Braga, com a possibilidade de punição, que pode variar entre 5 e 10 jogos, caso seja considerado culpado pela conduta. A sessão visa analisar a complexidade da situação, considerando o contexto da fala e as circunstâncias adicionais envolvendo a perda do filho.

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