American Academy of Pediatrics alerta: uso de telas por crianças e adolescentes causa problemas de sono, ansiedade e depressão. Novo guia propõe flexibilidade
Crianças e adolescentes estão crescendo em um cenário onde a tecnologia desempenha um papel cada vez mais central. Novas diretrizes da American Academy of Pediatrics (AAP) indicam que a preocupação com o tempo de tela sozinho não é suficiente para proteger o bem-estar dos jovens.
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O documento, divulgado recentemente e noticiado pela ABC News, representa uma mudança significativa na abordagem da pediatria em relação ao uso de tecnologias digitais.
A AAP destaca que o ambiente digital atual difere consideravelmente do cenário de uma década atrás, quando o excesso de televisão era a principal preocupação. Atualmente, crianças e adolescentes interagem com redes sociais, vídeos com reprodução automática, jogos online, plataformas educacionais e aplicativos projetados para manter o usuário engajado por mais tempo.
Estudos da entidade mostram que o uso excessivo de telas antes de dormir está associado a problemas de sono, dificuldades de concentração e um aumento de sintomas relacionados à ansiedade e depressão, especialmente em adolescentes.
A entidade enfatiza que a qualidade do conteúdo e o contexto de uso são fatores cruciais. Diferenciar o consumo de conteúdo educativo com a supervisão dos pais do uso passivo de vídeos ou do uso excessivo de redes sociais sem orientação é fundamental.
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A AAP reconhece que regras rígidas podem gerar conflitos familiares e dificultar o diálogo entre pais e filhos sobre o mundo digital.
As principais orientações da AAP incluem observar o comportamento da criança após o uso de telas, garantir que o uso de telas não substitua sono adequado, atividade física, leitura e interação social presencial, e criar planos familiares de mídia flexíveis, adaptados à idade da criança.
A AAP reforça que dispositivos não devem ser usados como substitutos de interação humana, especialmente na primeira infância.
Além das famílias, a AAP aponta que empresas de tecnologia e formuladores de políticas públicas também têm responsabilidade na criação de um ambiente digital mais seguro, defendendo mais transparência nos algoritmos, proteção de dados de crianças e adolescentes e ferramentas eficazes de controle parental.
A entidade acredita que o desafio não é eliminar a tecnologia da infância, mas integrá-la de forma saudável e consciente.
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