Embaixadora chinesa reitera posição contrária a sanções isoladas dos Estados Unidos em resposta a questionamentos sobre as ações de Trump em relação ao …
A China se opõe sempre a sanções unilaterais e ilegais, afirmou a porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da China, Mao Ning. Essa foi a resposta do órgão chinês, durante a coletiva diária desta segunda-feira (18), em resposta à pergunta do Brasil de Fato sobre a posição da China em relação às sanções dos EUA contra funcionários brasileiros do Programa Mais Médicos.
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A diretora-geral do Departamento de Informação da pasta declarou não ter conhecimento das medidas adotadas pelo governo de Donald Trump nessa situação, mas reiterou a posição da China em relação a esse tipo de ações.
A sanção que o governo dos Estados Unidos iniciou de aplicar a funcionários brasileiros também está sendo utilizada contra a China. As mais recentes desse tipo foram em 31 de março deste ano, contra seis funcionários chineses por supostamente “minar a autonomia de Hong Kong”.
Desde 2019, os EUA implementaram novas sanções e restrições em relação a vistos, economia e comércio, direcionadas a funcionários, entidades e jurisdições da República Popular da China, devido a supostas detenções em massa e trabalho forçado de uigures e outras minorias étnicas na Região Autônoma Uigur de Xinjiang.
Em 2023, o então porta-voz da chancelaria chinesa, Wang Wenbin, afirmou que as acusações de “trabalho forçado” em Xinjiang “não são senão uma mentira flagrante divulgada por forças anti-China com o propósito de gerar “desemprego forçado” e “retorno forçado à pobreza” na região.
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Wang criticou: “É um exemplo típico de violação dos direitos humanos sob a bandeira da ‘defesa dos direitos humanos’.”
Ele citou exemplos de empresas de Xinjiang que foram adicionadas à lista das entidades do governo dos EUA e que tiveram que realizar cortes de pessoal em larga escala, gerando prejuízos milionários para as empresas.
A Lista de Entidades é o registro de empresas, indivíduos e organizações estrangeiras dos EUA sancionadas por razões de segurança nacional ou por afetarem os interesses do país americano.
Em 2021, Joe Biden sancionou a “Lei de Prevenção ao Trabalho Forçado Uigur”, aprovada pelos partidos Democrata e Republicano no Congresso.
Em 2024, o Departamento de Investigações de Segurança Interna considerou a lei como a ferramenta mais poderosa que os Estados Unidos ou qualquer outro país já desenvolveram na luta contra as atrocidades do trabalho forçado.
Wang Wenbin declarou que a ferramenta é, por natureza, utilizada por políticos estadunidenses para desestabilizar Xinjiang e frear o desenvolvimento da China.
Fonte por: Brasil de Fato
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