66% de Crianças Brasileiras Alfabetizadas: Conquista Histórica e o Desafio Urgente!

66% das crianças brasileiras alfabetizadas na idade certa: vitória e alerta!
Especialistas celebram meta alcançada em 2025, mas alertam para desafios.
Atingir 66% da alfabetização na idade certa é um marco, mas exige ação contínua

24/03/2026 9:53

2 min de leitura

(Imagem de reprodução da internet).

66% das Crianças Brasileiras Alfabetizadas na Idade Certa: Conquista e Desafio

O anúncio de que 66% das crianças brasileiras foram alfabetizadas na idade correta no ano passado é visto como uma conquista significativa por especialistas de organizações não-governamentais (ONGs) ligadas à educação. Para os estudiosos, o resultado também representa um desafio a ser enfrentado.

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O diretor de Políticas Públicas da ONG Todos Pela Educação, Gabriel Correa, destaca a importância do alcance e da superação da meta de alfabetização em 2025, ressaltando que esses resultados devem ser celebrados.

Segundo Correa, o resultado reflete uma trajetória consistente de avanço nos últimos três anos. “Isso demonstra que a priorização da pauta educacional e o fortalecimento da cooperação entre os níveis federativos – União, estados e municípios – atuando de forma coordenada, têm gerado impactos positivos na aprendizagem das crianças.”

O vice-presidente de educação da Fundação Lemann, Felipe Proto, concorda, considerando o resultado um marco para o país. Ele atribui o sucesso a um compromisso coletivo de cooperação entre os diferentes níveis de governo. Proto acredita que o Compromisso Nacional Criança Alfabetizada tem possibilitado resultados promissores.

“Iniciativas como o Selo Nacional Compromisso com a Alfabetização reforçam esse movimento, reconhecendo e incentivando redes que avançam com qualidade e equidade. Erradicar a analfabetismo no Brasil tem se tornado um objetivo mais alcançável”, avalia Proto.

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Desigualdades e Necessidade de Ação Intencional Gabriel Correa, do Todos pela Educação, enfatiza que a alfabetização adequada é fundamental para o sucesso educacional e que as políticas públicas devem garantir que nenhuma criança seja deixada para trás.

Ele aponta que crianças que não sabem ler e escrever no 2º ano do ensino fundamental (34% da população) terão dificuldades em acompanhar o currículo nas séries seguintes.

Correa ressalta a necessidade de um esforço intencional para alfabetizar essas crianças, mesmo com atraso. Ele reconhece a relevância do número alcançado, mas também aponta para desigualdades entre estados e municípios, que serão compreendidas com a análise detalhada dos dados a serem divulgados em breve.

Ele explica que 2025 foi o primeiro ano em que o grupo de crianças avaliado frequentava a pré-escola durante a pandemia.

“Esse fator contribui para explicar parte da melhora observada, embora não substitua o papel das políticas públicas que têm sustentado esse avanço”, complementa Proto da Fundação Lemann, que reforça a necessidade de manter o foco e acelerar o ritmo. “O Brasil pode alcançar uma das transformações mais estruturantes de sua história: garantir que todas as crianças estejam lendo e escrevendo até o final do 2º ano do Ensino Fundamental”.

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